José Craveirinha (1922–2003) foi um dos maiores poetas moçambicanos e uma voz central da literatura africana de língua portuguesa. Nascido em Maputo, então Lourenço Marques, destacou-se pela sua poesia de cariz interventivo, refletindo sobre a colonização portuguesa, a opressão racial e a luta pela independência de Moçambique.
Além de poeta, Craveirinha foi também jornalista e ativista cultural, desempenhando um papel importante na divulgação e valorização da literatura moçambicana. Entre as suas obras mais conhecidas encontram-se Chigubo (1964), Xigubo, Simbas e Tempos.
Em 1991, tornou-se o primeiro moçambicano a ser distinguido com o Prémio Camões, reconhecimento máximo da literatura em língua portuguesa, pela relevância da sua contribuição para a cultura lusófona.
A sua obra combina ritmo, oralidade africana e compromisso político, fazendo de José Craveirinha uma figura emblemática da identidade e da cultura moçambicanas.
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